quinta-feira, 17 de abril de 2014

Newton Braga sempre foi poeta e bonachão.
Foi dono de cartório por obrigação, mas seu negócio mesmo era a literatura e a poesia.

Quando menino, conhecí Newton, que estava hospedado na casa de Dr. Elviro de Freitas em Marataízes.

Estava muito doente e lembro que Paulo Cesar, o filho caçula da casa, me confidenciou: é um amigo do meu pai que ........está morrendo.

Como se a doença de coração do poeta fizesse parte de uma morte anunciada.

Lembro dele, sentado sozinho embaixo das castanheiras, fumando e contemplando - talvez pela última vez - o mar de Marataízes.

Eu tinha uns doze anos, e não compreendí  a importância desse momento:  conhecer essa figura  que tanto  orgulho nos trás de  sermos cachoeirenses.....como ele.  


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