Newton Braga sempre foi poeta e bonachão.
Foi dono de cartório por obrigação, mas seu negócio mesmo era a literatura e a poesia.
Quando menino, conhecí Newton, que estava hospedado na casa de Dr. Elviro de Freitas em Marataízes.
Estava muito doente e lembro que Paulo Cesar, o filho caçula da casa, me confidenciou: é um amigo do meu pai que ........está morrendo.
Como se a doença de coração do poeta fizesse parte de uma morte anunciada.
Lembro dele, sentado sozinho embaixo das castanheiras, fumando e contemplando - talvez pela última vez - o mar de Marataízes.
Eu tinha uns doze anos, e não compreendí a importância desse momento: conhecer essa figura que tanto orgulho nos trás de sermos cachoeirenses.....como ele.
Nenhum comentário:
Postar um comentário